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Taça de Elite 2012 – CAE

19/11/2012

Uma vez mais o nosso grupo Taça de Elite da Confraria das Águas Escondidas – CAE, de Niterói – RJ, reuniu-se para degustar belos vinhos.

A relação deste ano estava perfeita. Vale aqui uma homenagem ao nosso confrade Marcelo Andrade, pela escolha dos vinhos.

Tarde prazerosa, no Restaurante Olimpo, com excelente companhia e vinhor maravilhosos. Mais uma degustação para ficar na memória.

Vamos aos vinhos:

Champagne Philipponnat Royale Reserve Millésimee Brut 2002

Produção pequena em Aÿ. Bela cor, perlage pequena e constante. Nariz limpo, notas delicadas de frutas cítricas, cristalizadas, manteiga, tostados e um toque de baunilha. Na boca, acidez gostosa, deixando a boca fresca com uma persistência gustativa muito boa. Boa safra, excelente champagne.

Hermitage Chevalier de Stérimberg Paul Jaboulet Ainé 2005

Sem sombra de dúvidas, o segundo melhor vinho branco do ano. Notas mineriais, frutas e flores brancas, baunilha e amêndoas, com uma madeira muito bem posta. Nem demais, nem de menos. Bouquet complexo. Na boca, corpo macio, acidez correta, equilibrado e muito persistente. Belíssimo hermitage.

Chateau Mouton de Rotschild 1er Grand Cru Classé 1976

Outro belo Mouton, diferente da safra 89 que estava um pouco mais inteiro. Cor rubi, límpido e claro com reflexos granada bem definidos. Bouquet evocando frutas vermelhas, minerais, pelica e especiarias. Na boca, se mostrou macio, com taninos e acidez compatíveis com a idade, bom equilibrio e final de boca longo e marcante. Vinho elegante, aveludado e complexo.

Chateau Latour 1er Grand Cru Classé 1977

Outro mega vinho. Bem mais inteiro que o Mouton. Cor rubi, com reflexos granada, bom corpo. Nariz de frutas negras secas, licor de cassis, mineral, tabaco e especiarias, boa complexidade.. Na boca, taninos finos, ainda bem presentes, acidez correta, equilibrado, uma boa estrutura ainda presente. Final de boca longo, persistente e sedoso.

Barbaresco Angelo Gaja 1971

Na minha opinião, a grande surpresa do dia. O vinho estava com um reflexo quase ambar, um pouco turvo. Faz parte. Bouquet evocando frutas secas (nozes) resina, notas de eucalipto, propólis e minerais. Intenso e simplesmente complexo. Chegando a ser praticamente exótico. Na boca, acidez vivíssima, taninos marcantes e um retrogosto invejável e persistente. Estava complicado sair do palato… Vinhaço! Não é a “Ferrari” dos vinhos, e sim o “Bugatti Veyron” dos vinhos.

Penfolds Grange 1997

Outro vinhaço, meu povo. Cor negra, opaca. Notas de frutas negras em compota, chocolate (que depois se dissipou..), tostados, madeira e especiarias (canela). Na boca é untuoso, com acidez de primeira qualidade, taninos marcados e elegantes. Vinho equilibrado, elaborado com 100% Shiraz. Excelente estrutura, elegante e marcante. O melhor vinho australiano que minha vida.

Patrícius Tokaji Aszú 4 Puttonyos 2003

Vinho dourado. Notas de frutas secas, laranja e um toque de mel. Na boca, acidez alta, licoroso, bom corpo e final persistente de licor de laranja. O nariz decepcionou um pouco, sendo melhor na boca.

Créditos pelas descrições: http://vinhopormarceloandrade.wordpress.com/

TAÇA DE ELITE 2011

02/11/2011

Aconteceu novamente.

No dia 22/10/2011, nós, membros da Confraria da Águas Escondidas – CAE, reunimo-nos para mais uma Degustação anual da Taça de Elite.

O local escolhido desta vez foi o restaurante Olimpo, na praia da Charitas, em Niterói.

Serviço atencioso e profissional, os profissionais da casa, capitaneados pelo sommelier da casa, souberam, com maestria servir as preciosidades que foram por nós degustadas.

Mantendo o espírito democrático, quem impera na CAE, os vinhos apesar de obviamente degustado por todos, foram analisados individualmente pelos membros. Seguem abaixo as impressões tiradas no dia, por todos os confrades.

Vamos aos vinhos:

1-Château de Beaucastel Châteauneuf-du-Pape 1979 (Châteauneuf-du-Pape/França).
O resultado de todos os esforços e as inovações de três gerações da família Perrin é evidente quando se tem o prazer de saborear uma boa safra de Château de Beaucastel. Se uma palavra pode descrever os vinhos tintos de Beaucastel seria “pura”: porque estes vinhos são a expressão natural do lugar de onde provem e as uvas a partir do qual eles são extraidos. As treze variedades de uvas da denominação Châteauneuf-du-Pape com uma forte percentagem de Mourvèdre e Grenache (30% cada), 10% Syrah, 10% Counoise e 5% Cinsault. O restante dividido entre as variedades de uva restantes: Vaccarese, Terret Noir, Muscardin, Picpoul, Picardan, Bourboulenc e Roussanne. O vinho matura 12 meses em barrica francesa e depois um ano em caves da Beaucastel.

Nota: Visual límpido, de cor atijolado, meio escorregadio e brilhante. Bouquet de frutas secas, especiarias (pimenta, tomilho), mineral (terra úmida), floral (violeta), couro e um final persistente de tabaco. Na boca é seco, intenso, com um leve amargor, sápido, com nuances de frutas secas e especiarias. Taninos muito finos e sedosos deixando o vinho muito macio e equilibrado. Final de boca persistente. Simplesmente excelente! Um vinhaço com um magnífico potencial de guarda. 13,6% Álc.

2-Casa Ferreirinha Barca Velha 1981 (Douro/Portugal)
Barca Velha é o primeiro símbolo inquestionável da mais alta qualidade dos vinhos do Douro. Clássico, intenso, complexo, elegante e rico, os adjetivos são poucos para descrever aquele que é, desde a sua criação em 1952, o vinho português mais celebrado. Barca Velha é a base sobre a qual se formou a reputação da Casa Ferreirinha, a marca com maior tradição de qualidade no Douro e uma das principais referências mundiais. Barca Velha é declarado somente em anos verdadeiramente excepcionais (14 safras no total) Barca Velha é um vinho único, de grande complexidade, que precisa de tempo. Barca Velha é, desde a sua criação, elaborado com uvas selecionadas no Douro Superior. Predomina a casta Touriga Nacional. Deve ser saboreado com calma, acompanhado por pratos mais cuidados de carne, caça e mesmo alguns queijos, com sabores requintados e bem integrados. 12 a 18 meses em barrica francesa.

Nota: Cor rubi, escuro, boa densidade. Notas complexas de frutas negras (ameixas secas, amoras),compota, com uma madeira fina e discreta. Na boca é estruturado, potente, com ótimo ataque dos taninos e acidez. No geral, é um vinho volumoso, intenso e equilibrado, mas sem deixar de lado a elegância. Final de boca persistente e muito marcante. Um excepcional vinho, com um excepcional potencial de guarda! 13% Álc.

3-Tenuta San Guido Sassicaia 1999 (Bolgheri/Itália)
Bolgheri Sassicaia 1999 D.O.C. Elaborado com 85% Cabernet Sauvignon e 15% Cabernet Franc. Maturado 25 meses em barrica francesa e logo depois mais 6 meses em garrafa. Um vinho de cor escura e brilhante. O nariz mostra um perfume encantador, fresco, mostrando uma deliciosa fruta misturada com tabaco e minerais. Muita elegância e finesse. A boca é elegante, com muita fruta vermelha e pimenta, taninos muito bem entrelaçados, composto com uma textura sedosa, ampla e simplesmente deliciosa..

Nota: Cor rubi, límpido, pouco transparente de brilho médio. Bouquet frutado (amoras, cereja), intenso, persistente, com notas de especiarias, mentol, alcaçuz, anis e floral (violeta). Boca seca, amargor sutil, álcool equilibrado, sápido, taninos macios e finos. Excelente equilíbrio e persistência. Pronto para beber. Sem dúvida, um grande e excelente vinho toscano! 13% Álc.

4-Château La Mission Haut Brion Grand Cru Classé 2002 (Pessac Leognan/França)
Em 1953, o vinho tinto de La Mission Haut-Brion alcançou o título de “grand cru classé” de Graves. Em 1983, os Dillons, também proprietários do famoso Castelo Haut-Brion adquiriram o campo. Situado não muito longe da primeira safra classificada, Haut-Brion, o vinho da Missão é, no entanto diferente. Poderoso, expressivo, ele desenvolveu um toque muito “feminino”. Corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc. Maturação de 18 a 22 meses em barrica francesa.

Nota: Outro grande vinho! Cor rubi com reflexos alaranjados, límpido, brilhante e pouco transparente. Bouquet complexo de frutas secas (ameixa, uva passa), especiarias, resina e minerais (terra, verniz) conjugados com uma discreta baunilha no final. Boca seca, de acidez adequada, equilibrado, taninos finíssimos e sedosos. Excelente persistência gustativa. Um vinhaço de qualidade excepcional! 12% Álc.

5-Château Angelus Premier Grand Cru Classé 2006 (Saint-Emilion/França)
Um excelente Saint-Emilion! Sob a direção de Hubert de Boüard desde meados da década 1980, Angelus criou sua reputação de produzir um dos mais importantes vinhos na sua denominação. Elevado a status “1er Grand Cru”, em 1996, o Ch. Angelus é claramente um dos melhores vinhos desta denominação, encantando críticos e amantes do vinho. O Angelus está localizado próximo à cidade de Saint-Emilion e próximo ao famoso Ausone, Belair e Beauséjour. O vinho é feito com 60% Merlot e 40% Cabernet Franc.

Nota: O Angelus foi o último vinho da noite para fechar com chave de ouro. Cor violácea, muito límpido, relativamente escorregadio e escuro. Alcoólico, com notas de frutas negras (amora, ameixa), tostados, alcaçuz, mentol, com um final de compota. Na boca é seco, quente, com taninos e uma textura adequada. Um vinho denso, poderoso e complexo. Excelente potencial de guarda! 14% Álc.

Sítio da CAE: http://confrariadasaguasescondidas.wordpress.com/

 


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Alexandra Corvo

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