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UM BELO ALENTEJANO

26/06/2011

Basta uma pequena olhada no mapa de Portugal, para verificar que o Alentejo é a maior região vinícola portuguesa. Alentejo, como o nome já identifica, remete a “Além do Rio Tejo”, ou seja, uma região ao sul de Portugal, abaixo da rio que  empresta seu nome.

Com aproximadamente 31.000 km² (quase um terço de Portugal), o Alentejo, sozinho, responde por quase 10% de toda a produção vinícola lusitana.

O cultivo de uvas e a tradição vinícola remontam à época da presença romana na região, algo em torno do século 4 a.c.. Suas planícies vastas e quentes a transformaram no “celeiro” de Portugal, e foi justamente essa vocação agrícola que relegou o Alentejo ao quase ostracismo vinícola em Portugal.

Na década de 40, Salazar (ditador português) mandou remover as videiras do Alentejo, para fomentar o plantio de gêneros alimentícios, fazendo com que a região pudesse produzir alimentos para o país. Tal medida relegou a produção local (alentejana) a obscuridade, ou ao menos ,não permitiu uma completa evolução, como a dos seus irmãos do Douro.

Somente a partir dos anos 1990 é que o Alentejo passa a se modernizar, com a implementação de novas regras de plantio e vinificação. Há quem diga que esta evolução foi prejudicial, porque retirou características marcantes dos vinhos da região, tornando-os padronizados. Verdade seja dita: A padronização dos vinhos, deixando todos com a mesma cara, em obediência a um mercado que adora vinhos frutados, potentes e amadeirados, é terrível, mas isso é assunto para uma outra postagem.

Entretanto, para o Alentejo a evolução foi benéfica. Bons vinhos tornaram-se excelentes e, na maioria da vezes, fugiu-se ao execrável padrão (frutado, alcoólico, amadeirado) que Robert Parker tanto admira e os neófitos compram.

O Alentejo é celeiro de grandes vinhos, tais como o Pera Manca, Mouchão Tonel 3-4 e outros. Deixo como dica um alentejano excepcional. Se ainda não tem o mesmo respeito aqui no Brasil, que os dois citados acima, é por pura falta de conhecimento dos brasileiros. Vamos ao vinho:

– Monte da Penha Reserva – 2001 – DOC Alentejo

Vinho Alentejano, da sub região de Portalegre.

O vinho leva as castas Trincadeira (55%), Aragonês (25%), Alicante Bouschet (18%) e Moreto (2%). O mesmo estagia um ano em pipas de carvalho francês e, depois, mais 6 meses em garrafa, antes de ser posto a venda.

Possui 13% de álcool, o que é uma benção nos dias de hoje, fugindo completamente do já citado padrão  (frutado, alcoólico, amadeirado). Vinho muito equilibrado, com muito corpo e taninos totalmente arredondados. Já apresenta notas de evolução, com um marcante toque de pelica. Mutíssimo persistente, tanto no nariz, quanto na boca.

Preço médio: R$ 250,00

Recomendadíssimo.


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