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VISITA À CHAMPAGNE

07/05/2011

Existem muitos espumantes, mas pouco podem ser Champagnes.

Uma visita a Champagne, a terra dos mais famoso dos espumantes.

Champagne é uma região no noroeste da França, que apesar de produzir vinhos tranquilos (não espumantes), é famosa por ser o berço do vinho espumante de mesmo nome.

As grandes vinícolas encontram-se em Epernay (capital) e Reims. Reims possui muitas curiosidades, e umas delas é abrigar a Catedral de Notre-Dame de Reims, local de coroação de vários reis franceses, construída em 1225.

A região, como um todo, foi povoada por romanos ainda no século VI D.C.. Os romanos cavaram vários poços, para obter argila necessária para suas construções.

A saída dos romanos deixou vários legados, mas nenhum tão curioso quanto os poços de argila, abertos, profundos e abandonados. Estamos falando de poços de 30 metros de profundidade, e em grande quantidade.

Os franceses logo perceberam, que estes locais eram propícios para armazenarem seus champagnes, dado que a grande profundidade mantinha a temperatura ali embaixo, constante o ano todo, em torno de 10 graus, o que é perfeito para armazenagem de vinhos.

A partir daí, muito produtores passaram a cavar túneis interligando os diversos poços, construindo verdadeiras “cidades”.

Para se ter uma ideia, para se alcançar os túneis da casa Pommery, uma das mais tradicionais de Champagne, usa-se uma escadaria de exatos 116 degraus.

Lá em baixo existe um verdadeiro mundo de garrafas armazenadas e sendo transportadas de um lado para o outro.

Existem inúmeras casas que agendam visitas guiadas. Como dica, sugiro a Pommery, que apesar de não constar em seu site, possui uma guia que fala português, chamada Rita. No site não encontrará essa informação, mas basta ligar ou enviar um e-mail, e pedir a visitação com a guia Rita, uma portuguesa muito educada e que sabe tudo de Champagne.

Não teria graça alguma uma visita, sem degustar o precioso nectar. Na região encontram-se champagnes de todas as marcas, grandes ou pequenas.

Deixo a dica do Pommery Millésime 2002, um champagne brilhante, com aromas tostados e evoluídos. Na boca uma cremosidade impressionante e uma persistência de deixar saudade. Sinceramente, deixou um Dom Perignon no chinelo. Ainda assim vale a pena experimentar outras opções.

DESVENTURAS RUMO À CHAMPAGNE

02/09/2010

Não é de hoje que as casas produtoras, do mais admirado espumante do mundo, o Champagne, fascinam a todos.

Desde a época quase poética, quando Madame Clicquot ainda era casada e não viúva, quando a Chandon era apreciada e sorvida aos borbotões por Napoleão e Dercy Gonçalves era viva e virgem, até hoje, as casas de Champagne criaram e souberam manter uma áurea de glamour e elitismo.

Infelizmente, ás vezes, o que era para ser glamour, diferencial, transmuta-se em soberba.

Montando um roteiro para uma viagem à França, este simplório blogueiro achou interessante incluir no mesmo uma visita a alguma ou algumas casas de Champagne.

Bem, e-mail pra lá, e- mail pra cá, mais um mix de dicas de amigos, este decide incluir uma renomada e exclusiva casa (sem citar o nome). Obs:  Não é a Clicqot, nem a Chandon.

Aqui começam as desventuras. Recebida informação de que tal casa não recebe turistas que simplesmente batem à sua porta, fora preparado um cordial e-mail, solicitando uma visitação às instalações, e se possível aos vinhedos.

Com ajuda de amigos, já que este infeliz não domina a língua de Molière, foi redigido o pedido. Agora era só esperar pela resposta e tudo estaria resolvido.

Simples assim.

Belo dia. Uma resposta da na caixa de e-mails. Nossa quanta presteza. E esse povo dizendo por aí que francês é arrogante e coisa e tal. Quanta injustiça.

Aberto e lido o e-mail, a bomba. Era algo, não literalmente, mas mais ou menos assim: “Sr. Se deseja alguma informação, que seja escrito em linguagem inteligível. A língua francesa não é para ser ultrajada. Escreva em uma língua que conheça “. Que tapa na cara.

E agora, estava ruim o texto? Bato nos meus amigos? Processo a Google pelo seu Google tradutor? Não, resolvi escrever na língua de Shakespeare, nesta saberia expressar-me corretamente. Língua quase universal, esta sim ajudar-me-ia.

Dito e feito. Lá foi outro e-mail. Agora era só aguardar. Já me via dentro da vinícola, conversando, quem sabe, com um enólogo da casa.

O tempo passava, passava, mas a fé não esmorecia. Um dia: plim! Mensagem. Ahaa, devem ser notícias alvissareiras. Agora eu conseguira, pensei.

Que tolinho. Aberto o e-mail, ao invés de um simples tapa na cara, veio um soco, nos córneos e no estômago.

O missivista avisava que, quando explicitou uma língua que conhecesse, refería-se a uma língua culta e não bárbara. Acho que ofendi a biba!

Diabos! Por que esse filhote de Asterix não avisou logo, que só servia francês.

Pronto. O meu francês não servia, não servia, qualquer, inglês. Como solicitaria uma visita? Será que a Carla Bruni intercederia?

Só me restava o português, mas como reagiria o missivista franco? Talvez para ele o português nem seja uma língua, mas sim um mero dialeto falado do outro lado do atlântico e, alí, no norte da África (Portugal).

Não tentei. Tive medo de a resposta vir junto a um golpe se Savate ou quem sabe ele tentaria fazer uma sabragem na minha cabeça. Não quis mais ofender, nem tomar o preciso tempo do francês.

SABRAGEM

16/07/2010

Na vitória é merecido, na derrota necessário” Napoleão Bonaparte, acerca do Champagne

A sabragem, do francês sabrage, é o ato de abrir uma garrafa de vinho espumante utilizando-se de um sabre, para degolar a parte superior da mesma.

A técnica, se não inventada por Napoleão, foi por este imortalizada.

Reza a lenda, que Napoleão, grande apreciador de Champagne, ao ser presenteado com algumas garrafas, por Madame Clicquot (a Viúva Cliqcuot), e ainda montado em seu lendário cavalo branco (na verdade uma égua, de nome Marengo), não tinha como segurar a taça, a garrafa e ainda abrí-la.

A solução teria sido jogar a taça ao chão, sacar seu sabre de guerra com uma mão, enquanto com a outra a garrafa era segura, e num golpe rápido e seco, extirpar a parte de cima da mesma, fazendo verter o precioso líquido.

Verdade ou não, a técnica varou os anos e ainda hoje é utilizada em datas festivas.

Com efeito, a técnica da sabragem não é muito recomendada, nem bem vista pelos apreciadores de espumantes em geral. Ao decepar a garrafa, a pressão interna, elevada, faz o vinho ser expelido violentamente, e com ele parte do gás que é a alma da bebida.

Assim como não se  “estoura” a rolha, por perda efetiva de gás, pelo mesmo motivo não se pratica a sabragem.

Entretanto, em momentos festivos, a brincadeira é aceitável por pura diversão. Ocorre que todo cuidado é pouco.

Além do risco, óbvio, de corte na ponta da garrafa partida, o próprio ato de sabragem é arriscado, pois o vinho está a cerca de 5 atmosferas dentro da garrafa, e em fração de segundos as mesmas se perdem. O risco de quebra, ou mesmo explosão da garrafa, existe e  deve ser levado em consideração na hora da brincadeira.

Para quem insistir, e assumir os riscos, umas dicas:

– deixe a garrafa o mais gelada possível, pois isso diminui o risco de quebra da mesma,

– desamarre a gaiola, mas a deixe na rolha. Com um pano, passe-o pela gaiola e segure sua extremidade. Quando a tampa for degolada, você não terá uma arma de vidro voando pela sua sala,

– nunca, NUNCA, aponte a garrafa na direção de outra pessoa,

– use a parte de trás da lâmina, nunca o fio,

Para finalizar, só mais um detalhe. Pode não ser tão charmoso, mas a sabragem pode perfeitamente ser feita com um facão, não sendo necessário a posse de um esnobe sabre.

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Alexandra Corvo

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