Um Novo “Barca Velha”?

26/04/2010

Todos os países, grandes produtores de vinhos, possuem seus vinhos emblemáticos, lendários até.

Portugal, com sua tradição multi secular possui alguns, podendo-se citar o Pera Manca, vários vinhos do porto e o mítico Barca Velha. Barca Velha não é um  vinho produzido todos os anos, apenas em anos cuja colheita e vinificação sejam considerados excepcionais.

Ocorre que o vinhedo que há décadas era usado para plantar as uvas que dariam ou não um Barca Velha, agora é utilizado para outro grande vinho da mesma família que também faz parte do grupo que produz o Barca Velha, o Quinta do Vale Meão.

Este vinho vem recebendo notas altíssimas a cada ano, chegando a receber 97 pontos do Robert Parker,  tendo seu preço, infelizmente, acompanhado a evolução das notas.

Para muitos, como eu, o Quinta do Vale Meão já bate o Barca Velha. Em recente degustação às cegas, da qual participei, e na qual estavam presentes um Barca Velha, um Quinta do Vale Meão, e outros dois grandes vinhos (da Espanha), foi unânime a preferência pelo segundo.

O Barca Velha continua com seu lugar reservado na adega de qualquer apreciador de vinhos, mas certamente o Quinta do Vale Meão já faz parte do rol dos grandes vinhos portugueses.

CANADÁ BEBE MAIS VINHO

25/04/2010

O Canadá, país onde o consumo de cerveja é feito em larga escala (68,3 litros per capta – Brasil  55,7 litros per capta), acusou um aumento expressivo no consumo de vinho.

Na última década o consumo de cerveja caiu cerca de 28%, e no mesmo período o consumo de vinho cresceu a proporções parecidas. Muito provavelmente o canadense está trocando, ainda que aos poucos, a cerveja pelo vinho.

País mais conhecido pelos vinhos de sobremesa, mais notadamente seu delicioso Ice Wine, um vinho naturalmente doce feito de uvas congeladas,  o Canadá registra seu aumento no consumo de vinhos, através dos vinhos tintos cada vez mais consumidos naquele país.

Um detalhe importante: O canadense consome mais vinho nacional, ainda que sem reconhecimento internacional, que importado.

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VINHO DO PORTO ROSÉ

23/04/2010

Nem só de tintos e brancos vive o Vinho do Porto.

O lançamento do Sogrape me surpreendeu. Offley Rosé alia a frescura do rosé com a elegância de um Porto.

A composição segue rigorosamnete a seleção de casta tintas permitidas na Região Demarcada do Douro, com predominância da Tinta Barroca, Touriga Nacional e Touriga Franca.

Este Porto Rosé é vinificado segundo os métodos tradicionais utilizados nos vinhos rosés, com uvas colhidas à mão e imediatamente prensadas, de forma rápida evitando-se um maior contato com a casca das uvas (pois assim daria um tinto) e alcançando uma cor rosada.

Após a decantação, para eliminar as partículas sólidas, passa-se a adição da aguardente vínica, para interromper a fermentação, originando assim um vinho fortificado.

Envelhecimento
O vinho permanece no Douro até ser transportado para os armazéns centenários da Offley em Vila Nova de Gaia na Primavera seguinte, onde evolui em cubas de aço inoxidável de modo a manter a sua frescura original e evitar uma oxidação demasiado intensa. O vinho é provado várias vezes até se considerar que está no estado ideal de maturação para dar origem ao lote final. Este é posteriormente estabilizado pelo frio antes de ser engarrafado, estando de imediato pronto para ser consumido.
Enfim, um belo Porto, diferente mais igualmente delicioso.

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UM VINHEDO MUITO DIFERENTE

22/04/2010

Não é de hoje que o ser humano dá provas de adaptar-se às maiores adversidades.

Pessoas morando em casas sobre águas, em encostas, próximas à vulcões, em sítios propensos a terremotos etc. O local, por mais complicado que seja, não é óbice para nós.

O mesmo pode ser dito para as superações alcançadas pela humanidade, para conseguir alimentos em lugares pouco propícios. Há melhor exemplo que a próspera agricultura de Israel, país que ocupa um território quase que totalmente desértico? Necessidade, aliada à muita vontade e tecnologia  opera milagres. Mas o que dizer, quando o objeto de cultivo não é de primeira necessidade, e o local é sim um verdadeiro paraíso?

O papo de hoje é sobre um vinhedo totalmente fora do comum. Um pequenino pedaço de terra, em uma estreitíssima faixa cercada de mar por todos os lados! Sim, uma ilha, mas não uma ilha qualquer, uma ilha em um lugar paradisiaco, mas com todas as condições viníferas adversas.

A vinícola é a Cave de Rangiroa, localizada numa ilha paradisíaca na Polinésia Francesa . Trata-se uma casa de vinhos criada pela insistência de um francês chamado Dominique Auroy. O francês é de família produtora de vinhos, e ao se enamorar pela localiade, uniu as duas paixões: A beleza estonteante de  ilha, com a  paixão familiar pelos vinhos.

Como se vê na foto aéra, cortesia de um casal de amigos William e Luciana, que ao passarem pelo local descobriram esta fantástica curiosidade enológica, a ilha em questão é um “filete” de terra, sendo quase impensável a cultura de qualquer planta naquela região, quanto mais das temperamentais Vitis Vinifera.

A temperatura local é constante o ano todo, muito aquém do que a uva prefere. Monsieur consegue duas colheitas por ano, o que pode explicar a medianidade de seus tintos. Deixo registrado que não degustei nenhum de seus vinhos, apenas repasso informações e sensações colhidas.

Em relação aos brancos ele consegue uma certa distinção, com uma fruta envolvente e uma acidez mediana, mas muito bem casada.

Enfim, um Terroir no mínimo curioso. Se estiver por aquelas bandas não deixe de visitar o persistente e original francês.

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Confraria das Águas Escondidas

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Vinho e Champagne Exepcionais

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Alexandra Corvo

SOMMELIÈRE PROFISSIONAL - ANÁLISE INDEPENDENTE

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Vinho por Marcelo Andrade

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