UMA NOVIDADE VINDA DOS ANDES

25/04/2011

Hoje um vinho, que é um achado. Excelente relação custo/benefício.

Quando se fala em vinho argentino, logo vem a mente a uva malbec, que tão bem se desenvolve ali.

A malbec, apesar da origem francesa, e de fazer parte dos vinhos produzidos em Cahors e Bordeaux (pouquíssima quantidade), parece ter encontrado seu local de pleno desenvolvimento, na Argentina, produzindo vinhos tintos frutados, encorpados e até mesmo um pouco tânicos.

Apesar da vocação para tintos, a variedade pode apresentar algumas surpresas, quando vivificada em rosé.

O vinho em questão é um rosé elaborado a partir da variedade Malbec, produzido pela Bodega Chakana. A Chakana é uma pequena propriedade, que se utiliza de cultivo quase totalmente orgânico, situada na região de Mendonza, mas quase ao pé da cordilheira dos Andes, em uma das partes mais frias da região.

A Bodega trouxe para o Brasil a sua linha “Maipe”, que nada mais é que a sua linha tradicional de vinhos “Chakana Yaguareté Collection” e “Chakana Reserva”, com o nome modificado, para o mercado estadunidense.

Maipe, ou maipo em português, é o nome de um Xamã andino, com máscara de  Jaguar, como representado pelos indígenas andinos em seus rituais.

Vamos ao vinho: 

Maipe – Rosé of Malbec – Safra 2010

Preço: R$ 29,00

Adquirido: Supermercado Real de Itaipu – Niterói.

Vinho de bela coloração, intensa.

Aromas marcantes  de cereja e ameixa.

Na boca, a grande surpresa. O vinho não é simples, como o preço poderia indicar. Apresenta boa complexidade e persistência.

Conclusão:  É de “comprar de caixa”. Imperdível.

ADEGA | Vinho – 06.Jan – Franceses decifram cientificamente a maneira correta de se consumir espumante

09/01/2011

Franceses decifram cientificamente a maneira correta de se consumir espumante.

Sinceramente, isso nós brasileiros já sabíamos e fazíamos há tempos. Basta inclinar o copo (taça), para o gás não se perder.

viaADEGA | Vinho – 06.Jan – Franceses decifram cientificamente a maneira correta de se consumir espumante.

MADEIRA – O VINHO FLUTUANTE

05/01/2011


O vinho madeira é provavelmente, ao lado o do vinho do porto, o maior patrimônio vinícola  de Portugal.

Este vinho, muito apreciado em todo mundo, e infelizmente não muito consumido no Brasil, faz parte da história do mundo. Há citações do vinho madeira na literatura, como na peça Henrique IV obra de Shakespeare, quando o personagem Falstaff é acusado de vender sua alma, em troca de um cálice de vinho madeira:

Henrique IV – Parte I – Cena II

que acordo fizeste tu com o diabo, que lhe vendeste a alma na passada Sexta-Feira Santa por um cálice de madeira e uma coxa fria de capão?”

Outra passagem memorável do vinho madeira na história, foi a sua escolha como o vinho de celebração dos patriarcas da independência dos Estado Unidos da América. Em 1776, no dia 4 de julho, o madeira foi escolhido, talvez por influência de Thomas Jefferson, um assumindo admirador deste vinho, para brindarem a independência daquele país.

Mas de onde vem o vinho madeira, como ele é feito? Quais as suas peculiaridades?

A história do vinho madeira é quase que uma obra do acaso. Como o nome diz, o vinho é proveniente do arquipélago da Madeira, situado a oeste da costa africana, pertencente a Portugal.

A ilha da madeira fazia parte da rota marítima do Atlântico, para abastecer  o novo mundo e a Índia. Assim, os vinhos eram embarcados nos porões dos navios e distribuídos aos parceiros comerciais.

Os vinhos eram fortificados com até 20% de álcool, como forma de preservá-lo até seu destino final. Ocorre, que as condições climáticas a bordo dos navios eram as piores possíveis, notadamente a elevada temperatura dos seus porões.

Com o tempo, notou-se que os vinhos chegavam aos destinos com qualidade superior a de quando eram embarcados. Era o calor dos porões, que quase ao “cozinhar” os vinhos, acelerava o processo de maturação e desenvolvia aromas e sabores mais complexos. Em resumo, o vinho melhorava e muito!

A partir de então o vinho passou a ser disputado, e quanto mais tempo no mar, mais refinado era o produto. Como lançar vinhos ao mar, apenas para amadurecê-los, não era uma ideia muito vantajosa (tempo perdido, naufrágios, pirataria etc) buscou-se imitar, artificialmente,  as condições dos navios.

Várias experiências foram feitas, levando-se o vinho à estufas de até 50º. Nos dias de hoje o vinho madeira utiliza-se de estufas de aço inox, controlando-se com mais facilidade a sua temperatura.

O vinho madeira pode ser ser encontrado nas seguintes categorias:  Corrente, Madeira sem adjectivação, Reserva, Old ou 5 anos, Reserva Velha, Very Old ou 10 anos, 15 anos, 20 anos, 30 anos e 40 anos, podendo ira além (100 anos) com indicação da data de colheita.

Um bom vinho madeira não é um vinho barato, embora haja boas opções em conta, mas nem por isso deixe de experimentá-lo, pois com certeza irá desvendar novos sabores e aromas, que foram “descobertos” por acaso, nos porões dos navios.

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TAÇA DE ELITE 2010

22/12/2010

Mais uma vez a Confraria das Águas Escondidas – CAE, confraria da qual muito me orgulho de fazer parte, na cidade de Niterói/RJ, superou-se em uma fantástica degustação.

A degustação em questão, diferente das mensais, ocorre uma vez ao ano e denomina-se Taça de Elite. Apenas 10 (dez) confrades participam dela, que aborda vinhos de alta gama. Há lista de espera, formada por outros confrades, para poder participar da Taça de Elite.

O local escolhido este ano foi o restaurante Tratoria Torna, na cidade de Niterói. Local bem escolhido, com excelente serviço de vinho e boa comida.

Como a degustação foi feita coletivamente, tomei emprestado parte dos apontamentos do meu amigo e confrade Marcelo Andrade, que condensou todas as nossas impressões. Bem, vamos direto ao ponto e falar sobre os vinhos degustados.

1-Pouilly-Fumé Pur Sang 2004, 11,5%. Didier Dagenau. Valle do Loire, França
O cara era considerado o papa do Vale do Loire. O melhor produtor da região. Foi o último vinho produzido por ele junto com o seu outro rótulo, o Sílex. Seus dois grandes vinhos. Uma raridade! Hoje o Domaine é tocado pela família. Cor amarelo palha, límpido e transparente. Bouquet agradável, fragrante, amplo, rico, complexo. Notas de frutas tropicais (maça verde, maracujá), ervas e mel. Na boca, as frutas se misturam com toques de maracujá na medida certa, aspargos, mel, uma acidez gostosa com traços minerais evidentes. Final fresco, seco e persistente. Um excelente Sauvignon Blanc do Loire!

2-Puligny Montrachet Premier 1er Cru La Garenne 2005,13%. Jean Marc Boillot. Bourgogne, França
Jean-Marc Boillot, é produtor de Pommard, instalado em 1985 após ter trabalhado na propriedade da família em Volnay, e, em seguida, com Olivier em Leflaive Puligny-Montrachet. Esse cidadão hoje, possui apenas 11 hectares de vinhas. Uma equipe de apenas 4 pessoas produzem o vinho. Concebido pelas técnicas tradicionais de produção. Os lotes da família estão localizados nas cidades de Pommard, Volnay, Puligny-Montrachet e-Chassagne-Montrachet. Cor amarelo palha, límpido e brilhante. Um vinho muito novo. Notas aromáticas intensas de frutas brancas, amêndoas, nozes e mel. Excelente bouquet. No exame gustativo, fruta madura, nozes, mel, lichia e toques minerais. Untuoso, fresco, bom corpo. Na boca é sápido, fresco, amargor sutil, equilibrado, boa acidez e final marcante. Precisa de alguns anos em garrafa, para mostrar todo o seu potencial. Muito bom vinho.

3-Châteaux Margaux 1er. Grand Cru Classé 1999, 12,5%. Bordeaux, França
Um nome que evoca história, um sonho. Dispensa demais apresentações. Cabernet e Merlot. Cor vermelho, opaco e límpido. Bom corpo e lágrimas persistentes. Notas aromáticas complexas de frutas negras (ameixa, cereja), frutos secos e torrefação (café) e madeira. Na boca é complexo, Excelente acidez, taninos finos, toques de frutas secas, redondo, rico, macio e equilibrado. Final de boca intrigante e fino. Na minha opinião é um vinho elegante, com alguns anos de guarda para mostrar todo o seu potencial. Um excelente vinho.

4-Barbaresco Il Bricco 2003, 14%. Pio Cesare. Piemonte, Itália
Os vinhos de Pio Boffa são tradicionais, referência em toda a Itália e no mundo. O Barbaresco Il Bricco é o vinho top de Pio Boffa. 100% Nebbiolo. Um vinho espetacular, de um vinhedo no alto da colina em Treiso. Cor granada, escuro, bom corpo e lágrimas abundantes. Notas de ameixa, amora, cassis, menta e canela com notas de madeira integrada e soubois. Na boca é encorpado, com toques de baunilha e frutas. Um vinho de caráter elegante, marcante, sápido e final longo. Simplesmente excepcional! Imaginem daqui há alguns anos?

5-Vega Sicilia Unico 1999, 14%. Bodegas Vega Sicilia. Ribera del Duero, Espanha
Cor vermelha com tons de rubi. No nariz uma mescla intensa e complexa de aromas, com toques de madeira fina, alcaçuz, compotas de frutas vermelhas, defumado, toques balsâmicos mentolados e canela. Na boca, uma sensação sutil, de finess, mas ao mesmo tempo untuoso, opulento, com um paladar equilibrado, saboroso, com nuances de tabaco e cedro. Equilibrado, intenso, acidez e taninos adequados e agradáveis. Final longo e com ótima persistência, deixando uma sensação magnífica no final. Um vinho excepcional, com muita vida pela frente!

6-Château Guiraud 1er Grand Cru Classé Sauternes 1997, Château Guiraud. França
Um vinho soberbo, magnífico e com uma bela iniciação ao Ch. D’Yquem do ano que vem…(risos). Corte de Semillon (65%) e Sauvignon Blanc (35%). Envelhecimento em barrica durante 24 meses.. 97 foi uma das grandes colheitas de Sauternes. Cor dourada. Nariz fino, fresco, com notas florais (jasmim) e de frutas com mel, notas de laranja e frutas cristalizadas. Na boca, traços da botrytis, doce de laranja, repetindo as frutas cristalizadas e figo. Acidez vivaz com ótima doçura. Opulento, com grande intensidade aromática e gustativa. Realmente, um vinho muito bom.

Uma degustação e tanto, para ficar na memória.

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VINHO DON DIEGO

19/12/2010

Muito provavelmente a Cabernet Sauvignon é a uva que mais se adaptou aos vinhedos de todo o mundo. Há belos e medíocres exemplares de vinhos feitos com a Cabernet Sauvignon por toda a parte.

O tema deste blog está no rol da primeira parte, dos belos e grandes vinhos. O vinho em questão é o Don Diego, Cabernet sauvignon safra 2006.

O vinho em questão foi adquirido na Porto Leblon, no Rio de Janeiro. Trata-se de um varietal, 100% Cabernet Sauvingon, que muito me surpreendeu.

O vinho é produzido pela Finca Don Diego, que fica na província de Catamarca, no noroeste da Argentina, a mais de 1500 metros de altitude.

O Don Diego é um vinho orgânico, ou seja, na plantação das uvas não se utilizam herbicidas ou pesticidas químicos para eliminar as pragas, que prejudicam a vinha e nem adubos químicos.

A garrafa em questão é numerada, o que demonstra o cuidado e qualidade premium dos vinhos produzidos pela Finca Don Diego.

Vamos ao vinho:

Vinho de coloração vermelho rubi, com reflexos violáceos.

Aromas de pimentão, tabaco e um agradável toque mentolado. Frutas maduras, com cereja e cassis sobressaindo após um tempo na taça.

Na boca mostrou-se um vinho potente, com álcool bem integrado. Os taninos, presentes em grande quantidade, estavam perfeitamente domados e arredondados.

A madeira é presente, mas muito bem integrada, distanciando-se de alguns vinhos argentinos, que parecem  sucos de madeira, de tanto aroma de carvalho.

Um vinho de qualidade, que me surpreendeu de forma muito positiva. Já estou encomendando uma nova garrafa.

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DESVENTURAS RUMO À CHAMPAGNE

02/09/2010

Não é de hoje que as casas produtoras, do mais admirado espumante do mundo, o Champagne, fascinam a todos.

Desde a época quase poética, quando Madame Clicquot ainda era casada e não viúva, quando a Chandon era apreciada e sorvida aos borbotões por Napoleão e Dercy Gonçalves era viva e virgem, até hoje, as casas de Champagne criaram e souberam manter uma áurea de glamour e elitismo.

Infelizmente, ás vezes, o que era para ser glamour, diferencial, transmuta-se em soberba.

Montando um roteiro para uma viagem à França, este simplório blogueiro achou interessante incluir no mesmo uma visita a alguma ou algumas casas de Champagne.

Bem, e-mail pra lá, e- mail pra cá, mais um mix de dicas de amigos, este decide incluir uma renomada e exclusiva casa (sem citar o nome). Obs:  Não é a Clicqot, nem a Chandon.

Aqui começam as desventuras. Recebida informação de que tal casa não recebe turistas que simplesmente batem à sua porta, fora preparado um cordial e-mail, solicitando uma visitação às instalações, e se possível aos vinhedos.

Com ajuda de amigos, já que este infeliz não domina a língua de Molière, foi redigido o pedido. Agora era só esperar pela resposta e tudo estaria resolvido.

Simples assim.

Belo dia. Uma resposta da na caixa de e-mails. Nossa quanta presteza. E esse povo dizendo por aí que francês é arrogante e coisa e tal. Quanta injustiça.

Aberto e lido o e-mail, a bomba. Era algo, não literalmente, mas mais ou menos assim: “Sr. Se deseja alguma informação, que seja escrito em linguagem inteligível. A língua francesa não é para ser ultrajada. Escreva em uma língua que conheça “. Que tapa na cara.

E agora, estava ruim o texto? Bato nos meus amigos? Processo a Google pelo seu Google tradutor? Não, resolvi escrever na língua de Shakespeare, nesta saberia expressar-me corretamente. Língua quase universal, esta sim ajudar-me-ia.

Dito e feito. Lá foi outro e-mail. Agora era só aguardar. Já me via dentro da vinícola, conversando, quem sabe, com um enólogo da casa.

O tempo passava, passava, mas a fé não esmorecia. Um dia: plim! Mensagem. Ahaa, devem ser notícias alvissareiras. Agora eu conseguira, pensei.

Que tolinho. Aberto o e-mail, ao invés de um simples tapa na cara, veio um soco, nos córneos e no estômago.

O missivista avisava que, quando explicitou uma língua que conhecesse, refería-se a uma língua culta e não bárbara. Acho que ofendi a biba!

Diabos! Por que esse filhote de Asterix não avisou logo, que só servia francês.

Pronto. O meu francês não servia, não servia, qualquer, inglês. Como solicitaria uma visita? Será que a Carla Bruni intercederia?

Só me restava o português, mas como reagiria o missivista franco? Talvez para ele o português nem seja uma língua, mas sim um mero dialeto falado do outro lado do atlântico e, alí, no norte da África (Portugal).

Não tentei. Tive medo de a resposta vir junto a um golpe se Savate ou quem sabe ele tentaria fazer uma sabragem na minha cabeça. Não quis mais ofender, nem tomar o preciso tempo do francês.

JUSTIÇA COM O VINHO VERDE

09/08/2010

Por mais exótico que possa parecer, ainda hoje nos deparamos com a pergunta? Gosta de Vinho Verde ou prefere Vinho Maduro?

Hoje estamos a falar do Vinho Verde, patrimônio de Portugal.

Para início de conversa, não existe vinho verde ou maduro! Todo vinho é produzido com uvas maduras, e com o chamando Vinho Verde não é diferente.

A denominação Vinho Verde decorre tão somente da Região onde o mesmo é produzido, a Região dos Vinhos Verdes, uma DOC (Denominação de Origem Controlada). Assim como existe o Douro, Alentejo, Bairrada em Portugal, ou mesmo Bordeaux e Borgonha na França, existe a Região dos Vinhos Verdes.

O termo “Verde” não é um contraponto de maduro, como se fosse uma fruta, sendo simplesmente uma referência à exuberância do Minho, no norte de Portugal, região mais verdejante e de maior índice pluviométrico daquele país, onde se encontra a Região dos Vinhos Verdes.

Como em qualquer região de Portugal, a Região dos Vinhos Verdes produz brancos, tintos, roses e espumantes. Os vinhos mais associados a esta região demarcada são os brancos, devido a acidez pronunciada, que traz enorme refrescância ao vinho. Essa acidez, muito provavelmente, decorre do  já citado alto índice pluviométrico da região.

Entretanto, como se disse,  nem só de brancos vive a região. Há tintos muito interessantes, que merecem ser experimentados. Em todos eles, brancos ou tintos, a acidez e o frescor são características marcantes.

Enfim, os Vinhos Verdes são vinhos de muita personalidade, com estilo único e diferenciado, tão “maduros” quanto qualquer outro vinho.

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Vinho do Porto

24/07/2010

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Pesquisas atuais demonstram que o consumo do Vinho do Porto aumenta a cada ano, um acréscimo de quase 6%, o que significa uma venda total de 4 milhões de caixas do precioso Vinho do Porto.

Os dados são do Instituto dos Vinhos do Douro e Porton (IVDP), de Portugal.

Não custa lembrar que Vinho do Porto é um vinho fortificado feito apenas na Região Demarcada do Douro, em Portugal, e apenas com as uvas desta região. Ou seja, não existe Vinho do Porto feito em outro país, assim como Champagne só é feito na região de mesmo nome na França.

O Vinho do Porto é divido em algumas categorias, e as principais são:

Ruby: Vinho que fica pouco tempo em contato com a madeira, conservando assim suas características iniciais. Apresentem coloração mais escura, daí o o termo “rubí”. O armoma mais frutado é uma característica marcante.

Tawny: Aqui o vinho envelhece de 2 a 3 anos em madeira Esse tempo de contato garante ao Tawny maior oxidação, gerando caraterísticas de vinhos mais envelhecidos. A cor, devido à oxidação, perde força e o vinho aparente coloração menos escura, mais para o âmbar. Os aromas aqui são mais para frutos secos, como por exemplo amêndoas.

O mundo dos Portos vai além de Tawny e Rubi. Existem as categorias especias, que são a nobreza do Porto:

LBV: LBV é a sigla e Late Bottled Vintage. São Portos feitos de uma só colheita (ao contrário dos comuns) que seja muito boa. O vinho, antes de ser engarrafado, permanece de 4 a 6 anos em balseiros de madeira, adquirindo complexidade. Após engarrafado pode ser consumido de imediato, vez que o tempo de envelhecimento em garrafa será de pouca valia.

Vintage: Aqui está éden dos Vinhos do Porto. Assim como o LBV, o Vintage é produzido com uvas de uma só colheita. Entretanto, ao contrário do seu primo mais simples, só é concebido quando a vinícola obtém uma safra de uvas excepcional. Ou seja, não há Vintage todo ano.

O Vintage, após feito deve permanecer no mínimo 3 anos engarrafado antes de ser degustado. Aqui, o tempo em garrafa é muito apreciado, conferindo ao Vintage maior complexidade. Um Vintage dura décadas em garrafa.

MOMENTO DE DEGUSTAR

Muitas pessoas me perguntam: Beber o Porto, antes ou após a refeição?

Os ingleses, maior público consumido de Vinho do Porto, têm o hábito de beber Porto após as refeições. Os portugueses, criadores do preciso líquido, bebem como aperitivo antes e/ou após as refeições.

O Porto, por ser um vinho naturalmente doce, deve ser evitado antes das refeições. Se assim for, prefira um Porto Branco seco.

Uma dica: Se for um Ruby, ou um Tawny, você pode degustá-lo antes da refeição. Sendo um LBV ou um Vintage, aproveite-o após a refeição, fechando-a com chave de ouro.

20/07/2010

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SABRAGEM

16/07/2010

Na vitória é merecido, na derrota necessário” Napoleão Bonaparte, acerca do Champagne

A sabragem, do francês sabrage, é o ato de abrir uma garrafa de vinho espumante utilizando-se de um sabre, para degolar a parte superior da mesma.

A técnica, se não inventada por Napoleão, foi por este imortalizada.

Reza a lenda, que Napoleão, grande apreciador de Champagne, ao ser presenteado com algumas garrafas, por Madame Clicquot (a Viúva Cliqcuot), e ainda montado em seu lendário cavalo branco (na verdade uma égua, de nome Marengo), não tinha como segurar a taça, a garrafa e ainda abrí-la.

A solução teria sido jogar a taça ao chão, sacar seu sabre de guerra com uma mão, enquanto com a outra a garrafa era segura, e num golpe rápido e seco, extirpar a parte de cima da mesma, fazendo verter o precioso líquido.

Verdade ou não, a técnica varou os anos e ainda hoje é utilizada em datas festivas.

Com efeito, a técnica da sabragem não é muito recomendada, nem bem vista pelos apreciadores de espumantes em geral. Ao decepar a garrafa, a pressão interna, elevada, faz o vinho ser expelido violentamente, e com ele parte do gás que é a alma da bebida.

Assim como não se  “estoura” a rolha, por perda efetiva de gás, pelo mesmo motivo não se pratica a sabragem.

Entretanto, em momentos festivos, a brincadeira é aceitável por pura diversão. Ocorre que todo cuidado é pouco.

Além do risco, óbvio, de corte na ponta da garrafa partida, o próprio ato de sabragem é arriscado, pois o vinho está a cerca de 5 atmosferas dentro da garrafa, e em fração de segundos as mesmas se perdem. O risco de quebra, ou mesmo explosão da garrafa, existe e  deve ser levado em consideração na hora da brincadeira.

Para quem insistir, e assumir os riscos, umas dicas:

– deixe a garrafa o mais gelada possível, pois isso diminui o risco de quebra da mesma,

– desamarre a gaiola, mas a deixe na rolha. Com um pano, passe-o pela gaiola e segure sua extremidade. Quando a tampa for degolada, você não terá uma arma de vidro voando pela sua sala,

– nunca, NUNCA, aponte a garrafa na direção de outra pessoa,

– use a parte de trás da lâmina, nunca o fio,

Para finalizar, só mais um detalhe. Pode não ser tão charmoso, mas a sabragem pode perfeitamente ser feita com um facão, não sendo necessário a posse de um esnobe sabre.

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Alexandra Corvo

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