Taça de Elite 2012 – CAE

Uma vez mais o nosso grupo Taça de Elite da Confraria das Águas Escondidas – CAE, de Niterói – RJ, reuniu-se para degustar belos vinhos.

A relação deste ano estava perfeita. Vale aqui uma homenagem ao nosso confrade Marcelo Andrade, pela escolha dos vinhos.

Tarde prazerosa, no Restaurante Olimpo, com excelente companhia e vinhor maravilhosos. Mais uma degustação para ficar na memória.

Vamos aos vinhos:

Champagne Philipponnat Royale Reserve Millésimee Brut 2002

Produção pequena em Aÿ. Bela cor, perlage pequena e constante. Nariz limpo, notas delicadas de frutas cítricas, cristalizadas, manteiga, tostados e um toque de baunilha. Na boca, acidez gostosa, deixando a boca fresca com uma persistência gustativa muito boa. Boa safra, excelente champagne.

Hermitage Chevalier de Stérimberg Paul Jaboulet Ainé 2005

Sem sombra de dúvidas, o segundo melhor vinho branco do ano. Notas mineriais, frutas e flores brancas, baunilha e amêndoas, com uma madeira muito bem posta. Nem demais, nem de menos. Bouquet complexo. Na boca, corpo macio, acidez correta, equilibrado e muito persistente. Belíssimo hermitage.

Chateau Mouton de Rotschild 1er Grand Cru Classé 1976

Outro belo Mouton, diferente da safra 89 que estava um pouco mais inteiro. Cor rubi, límpido e claro com reflexos granada bem definidos. Bouquet evocando frutas vermelhas, minerais, pelica e especiarias. Na boca, se mostrou macio, com taninos e acidez compatíveis com a idade, bom equilibrio e final de boca longo e marcante. Vinho elegante, aveludado e complexo.

Chateau Latour 1er Grand Cru Classé 1977

Outro mega vinho. Bem mais inteiro que o Mouton. Cor rubi, com reflexos granada, bom corpo. Nariz de frutas negras secas, licor de cassis, mineral, tabaco e especiarias, boa complexidade.. Na boca, taninos finos, ainda bem presentes, acidez correta, equilibrado, uma boa estrutura ainda presente. Final de boca longo, persistente e sedoso.

Barbaresco Angelo Gaja 1971

Na minha opinião, a grande surpresa do dia. O vinho estava com um reflexo quase ambar, um pouco turvo. Faz parte. Bouquet evocando frutas secas (nozes) resina, notas de eucalipto, propólis e minerais. Intenso e simplesmente complexo. Chegando a ser praticamente exótico. Na boca, acidez vivíssima, taninos marcantes e um retrogosto invejável e persistente. Estava complicado sair do palato… Vinhaço! Não é a “Ferrari” dos vinhos, e sim o “Bugatti Veyron” dos vinhos.

Penfolds Grange 1997

Outro vinhaço, meu povo. Cor negra, opaca. Notas de frutas negras em compota, chocolate (que depois se dissipou..), tostados, madeira e especiarias (canela). Na boca é untuoso, com acidez de primeira qualidade, taninos marcados e elegantes. Vinho equilibrado, elaborado com 100% Shiraz. Excelente estrutura, elegante e marcante. O melhor vinho australiano que minha vida.

Patrícius Tokaji Aszú 4 Puttonyos 2003

Vinho dourado. Notas de frutas secas, laranja e um toque de mel. Na boca, acidez alta, licoroso, bom corpo e final persistente de licor de laranja. O nariz decepcionou um pouco, sendo melhor na boca.

Créditos pelas descrições: http://vinhopormarceloandrade.wordpress.com/

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